quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Volkswagen Passat Variant 1.9 TDI

Volkswagen Passat Variant 1.9 TDI - Obrigada, pelo mercado, a retomar o assunto, desenvolveu a linha BlueMotion, referência ao azul do céu, do mar e, por feliz coincidência, da VW. Não há, portanto, qualquer relação com a injecção de ureia, como o sistema Bluetec da Mercedes. No Passat há alguns factos a evidenciar. Esta é a versão mais económica da gama. No preço de compra a redução no CO2 diminui o ISV em 691 e, o que resulta numa poupança de quase 1400 e face à Passat Confortline 1.9 TDI.

Nesta comparação, a versão BlueMotion perde as cortinas laterais, a tomada de 230V e a ligação Bluetooth. Nos 36 110 e inclui, porém, o avisador de pressão de pneus. Esta Passat gasta menos porque a VW induziu as seguintes alterações face a uma variante 1.9 TDI “normal”: Baixou a suspensão 1,5 cm, “aparou” algumas arestas aerodinâmicas e aumentou a pressão dos pneus em 0,4 bar para reduzir o atrito; “alongou” a terceira, quarta e quinta relação de caixa para reduzir o regime do motor e fez acertos na unidade electrónica de forma a privilegiar a economia na injecção e a conseguir baixar o ralenti de 830 para 730 rpm.

A face “ecologista” da Passat revela-se com maior evidência em auto-estrada. O pequeno indicador digital que figura no computador de bordo está bem calibrado. Aconselha sistematicamente qual a mudança ideal, dando primazia à economia, mas sabe reconhecer quando o condutor pede potência.

O motor 1.9 TDI sempre deu o seu melhor nas rotações baixas – entre as 1500 e as 3000 rpm - não sendo, por isso, estranho que mesmo com as três relações finais mais longas não se atrapalhe. A Passat responde bem desde o arranque, e dentro das capacidades que se podem esperar de um motor com 105 cv, recupera com suficiente desenvoltura, mesmo a velocidades médias.

Em compensação, a poupança de rotação traz consumos na casa dos seis litros, o que permite ao computador de bordo mostrar uma autonomia superior a 1200 km.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Ford Mondeo 2.5i Turbo Titanium SW

Ford Mondeo 2.5i Turbo Titanium SW - Para estes, a Ford tem na Mondeo 2.5T SW uma alternativa. Se a Mondeo SW está na sua mira e se prefere os motores de ciclo Otto, esta versão equipada com um cinco cilindros em linha turbocomprimido – conhecido do Focus ST e do S-Max – pode ser uma opção. Mas não esteja à espera de uma versão desportiva.

As prestações absolutas até nem são más mas a maneira como são obtidas acaba por as fazer parecer menos impressionantes. Claro que o peso de 1,6 toneladas tem aqui um papel importante, mas o carárter geral vai para a suavidade, tanto na entrega de potência como em tudo o resto.

Do motor pode dizer-se que não esconde em demasia o som típico dos cinco cilindros, apesar de ser muito silencioso. Mas o seu ponto franco são os consumos. Se, em estrada, a velocidades moderadas constantes, os valores medidos pelo Autohoje ainda são aceitáveis, já em cidade, os 14,2 l/100 Km se mostram exagerados, sobretudo tendo em conta que foram obtidos numa condução sem nenhum tipo de excesso, apenas seguindo o fluxo do trânsito normal, como é norma cá da casa.

De resto, a Mondeo SW tem na habitabilidade traseira e na capacidade da mala bons trunfos, tal como na qualidade dos interiores. Mas é preciso estar muito zangado com os motores Diesel, porque esta está longe de ser uma escolha racional, nos dias que correm.

sábado, 27 de outubro de 2007

Ford Mondeo 2.0TDCi A6 Titanium SW

Ford Mondeo 2.0TDCi A6 Titanium SW - Tem um motor Diesel, mas é o 2.0 TDCI e não o 1.8 TDCI, menos penalizado pelos impostos e, por isso, mais procurado. A caixa automática também está longe de ser uma preferência entre os consumidores portugueses, por questões de preço e preconceito. Da gama Mondeo, e da versão SW em particular, conhecem-se bem as virtudes: enorme espaço interior, sobretudo nos lugares traseiros, visível aumento da qualidade dos materiais, bom comportamento dinâmico e um desenho exterior muito mais apelativo que o da geração anterior.

Aqui, na versão com caixa automática, a potência foi reduzida em 10 cv. Não há uma explicação muito clara para isto mas o mais provável é que se trate de uma medida para compensar o tradicional acréscimo de consumos (em cidade medimos 10,0 l/100 Km contra os 8,1 da versão manual) e, por conseguinte, de emissões de CO2 que as caixas automáticas implicam face às manuais.

Este motor, totalmente em alumínio e com injecção directa common rail, caracteriza-se pelo reduzido nível de ruído e pela progressividade na entrega de potência. De resto, a caixa de velocidades automática esconde qualquer resquício de tempo de resposta do turbocompresor a baixo regime.

O comportamento dinâmico não é afectado pela presença da caixa automática, mantendo-se muito preciso e eficaz sem penalizar o conforto. A suspensão estava equipada com o amortecimento electrónico opcional que permite optar entre três níveis de firmeza: o mais confortável processa bem o mau piso e o mais firme controla melhor os movimentos da carroçaria em auto-estrada.
eXTReMe Tracker